(O anjo
rebelde)
Quando nasci veio um anjo vagabundo...
Desses que vagam pelo mundo
E de uma forma lacônica...
Mas também um tanto irônica,
Ele me disse: Rapaz, tu deixas de tolice, pois, na vida serás professor!
Mas esse anjo rebelde não se deu por satisfeito
E logo continuou: ser professor não é defeito!
Entretanto, decerto, o teu valor não há de ser mensurado
E por mais que tenhas estudado haverás de ser sempre ignorado,
Porém, trabalharás por amor, como dissera de forma eloqüente um certo governador!
Esse anjo medonho que cultivava a burrice,
Não ficou com lero-lero porque foi direto e sincero pelo que ele me disse...
Posto que aplaudia a preguiça mental
Com sua insubordinação intelectual,
Não era um anjo enganador!
Mas também, não era um anjo alvissareiro!
Visto que no país – Brasil – inteiro,
Não se vê compromisso com a educação,
Porém, grassa a corrupção, em tempos de eleição, ou não...
Gastam-se milhões com a Copa e com as Olimpíadas, já na educação: um país desolador!
Era um anjo Tupiniquim,
Que fazendo confissões para mim...
Dizia que eu como professor deveria ser incansável, pois trabalharia noite e dia,
Em troca de um ínfimo salário, menor do que o de um bóia-fria,
Maldito, anjo safado, deveras é de causar dor!
O anjo insubordinado intelectualmente,
Disse-me também de repente
Que eu precisaria de boa representação e sossego,
Porque na educação teria um sindicato pelego,
Em troca de favores escusos com um tal gestor!
E o anjo da crueldade para aumentar o tormento,
Também se pronunciou: não viverás de aumento...
E prosseguiu com a conversa: sempre na primeira pessoa conjugarás o verbo dar!
Já que por aulas ministradas, tu não poderás cobrar!
Assim, de fato, serás um eterno sofredor!
E esse anjo infeliz, não é que tinha razão...
O professor nunca diz o valor da aula não...
Vivendo de sala em sala ou de uma escola a outra, vagando de mão em mão...
Quando alguém o interpela, sem delongas, ele fala: vou dar aula meu irmão!
E assim tem sido a vida, sem qualquer contrapartida, em prol do guerreiro professor!
Autor: Professor Erivan José dos Santos.
Quando nasci veio um anjo vagabundo...
Desses que vagam pelo mundo
E de uma forma lacônica...
Mas também um tanto irônica,
Ele me disse: Rapaz, tu deixas de tolice, pois, na vida serás professor!
Mas esse anjo rebelde não se deu por satisfeito
E logo continuou: ser professor não é defeito!
Entretanto, decerto, o teu valor não há de ser mensurado
E por mais que tenhas estudado haverás de ser sempre ignorado,
Porém, trabalharás por amor, como dissera de forma eloqüente um certo governador!
Esse anjo medonho que cultivava a burrice,
Não ficou com lero-lero porque foi direto e sincero pelo que ele me disse...
Posto que aplaudia a preguiça mental
Com sua insubordinação intelectual,
Não era um anjo enganador!
Mas também, não era um anjo alvissareiro!
Visto que no país – Brasil – inteiro,
Não se vê compromisso com a educação,
Porém, grassa a corrupção, em tempos de eleição, ou não...
Gastam-se milhões com a Copa e com as Olimpíadas, já na educação: um país desolador!
Era um anjo Tupiniquim,
Que fazendo confissões para mim...
Dizia que eu como professor deveria ser incansável, pois trabalharia noite e dia,
Em troca de um ínfimo salário, menor do que o de um bóia-fria,
Maldito, anjo safado, deveras é de causar dor!
O anjo insubordinado intelectualmente,
Disse-me também de repente
Que eu precisaria de boa representação e sossego,
Porque na educação teria um sindicato pelego,
Em troca de favores escusos com um tal gestor!
E o anjo da crueldade para aumentar o tormento,
Também se pronunciou: não viverás de aumento...
E prosseguiu com a conversa: sempre na primeira pessoa conjugarás o verbo dar!
Já que por aulas ministradas, tu não poderás cobrar!
Assim, de fato, serás um eterno sofredor!
E esse anjo infeliz, não é que tinha razão...
O professor nunca diz o valor da aula não...
Vivendo de sala em sala ou de uma escola a outra, vagando de mão em mão...
Quando alguém o interpela, sem delongas, ele fala: vou dar aula meu irmão!
E assim tem sido a vida, sem qualquer contrapartida, em prol do guerreiro professor!
Autor: Professor Erivan José dos Santos.
P.S. De acordo com a nova reforma ortográfica da Língua Portuguesa,em vigor, não se usa mais o trema nas palavras, portanto, o termo eloquente não possui trema.
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